Recife, do frevo ao fervo
Por Joana Santana15.08.08
Foto: Christian Brandão
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A vibrante cidade pernambucana, a mais antiga capital brasileira, transborda história e cultura e tem uma fervidíssima cena gay |
Por ser tão antigo e cheio de história, o Recife prende a atenção do visitante logo de cara, muito por seu clima e cultura, mas também pela evidente beleza natural. Já começa pelo nome, que vem sempre precedido do artigo masculino “o”. Sempre mesmo! E disso os pernambucanos fazem questão, afinal, o nome da cidade se refere ao acidente geográfico que se destaca na paisagem da famosa Boa Viagem, o arrecife descrito por portugueses e holandeses, lá no início da colonização do País.
O que pode parecer mero detalhe para muitos, talvez diga muito sobre o Recife. A cidade tem um pouco desse jeito altivo, meio atrevido até, talvez herança dos tempos em que era muito poderosa. A mais antiga capital brasileira teve também um dos primeiros portos, por onde transitavam toneladas da nossa preciosa cana-de-açúcar. Desse período também vêm os legados cultural, artístico e arquitetônico deixados por índios, portugueses, judeus e holandeses. Na efervescência dessa mistura, criou-se um solo fértil para intelectuais, como os poetas Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto, o dramaturgo Nelson Rodrigues, o antropólogo Gilberto Freyre, os artistas plásticos Francisco Brennand e Romero Britto, os políticos Frei Caneca e Joaquim Nabuco, os músicos Chico Science, Lenine e Otto. E a lista não pára.
Praias e mais praias - A cidade do Recife é o centro de uma grande região metropolitana, que engloba ainda outras cidades como Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Itamaracá e Ipojuca, que têm praias imperdíveis como Calhetas, Porto de Galinhas, Muro Alto, Maracaípe, Carneiros e Tamandaré.
Já as praias urbanas de Recife e Olinda, se não têm aquela paisagem semideserta, contam com boa estrutura e conforto. Toda a orla da famosa Boa Viagem, com cerca de sete quilômetros de extensão, por exemplo, tem restaurantes e barzinhos excelentes, perfeitos para matar aquela fominha pós-praia ou ir bebericando noite adentro. Mas difícil é sentir fome na praia, já que as tradicionais barracas e ambulantes vendem todo tipo de guloseima em plena areia, desde os prosaicos espetinhos de peixe e camarão fritos e de queijo coalho, até ovos de codorna, ostras, frutas e sopas de tudo que é coisa, inclusive uma apelidada de Caldinho Viagra. Promissor, não?
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A encantadora Olinda, passeio imperdível |
A beleza dos recifes na praia |
Oh, linda! - Coladinha ao Recife fica Olinda, cidade de muitos encantos e nome óbvio. Seu centrinho, cheio de ladeiras de paralelepípedos e igrejas do século 16, foi um dos primeiros a serem declarados Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco.
Com ares de vilarejo, Olinda ainda é pródiga em manifestações culturais, como maracatus, afoxés e frevos que acontecem na rua, a céu aberto, e também em ateliês de arte e artesanato, cujas obras podem ser encontradas em feirinhas e no Mercado da Ribeira. O exemplo mais emblemático desse artesanato são os bonecos gigantes que colorem as ruas durante o Carnaval.
A cidade é tão pequenininha que pode ser conhecida em um dia. Não deixe de subir no Alto da Sé, cujo cansaço é compensado pela vista que oferece do mar e pela Igreja da Sé, de 1537. A Basílica de São Bento, também do século 16, já teve seu altar de quase 15 metros de altura exposto até no Museu Guggenheim, de Nova York. Chiquérrimo!
Roteiro básico - Como grande metrópole que é, Recife ainda oferece uma vasta diversidade de restaurantes, bares e centros de compras. Confira algumas boas opções:
Para comer - Boas sugestões são as carnes do Spettus, a feijoada do Recife Palace Hotel, a pizza da Tomaselli La Gôndola e o italiano Pomodoro Café. Em Olinda, não perca a delícia e a sofisticação do Oficina do Sabor, restaurante com uma cozinha regional-contemporânea da qual saem pratos à base de jerimum, tapioca, leite de coco, e outros ingredientes bem brasileiros.
Para beber - Não deixe de conhecer o Biruta Bar e sua privilegiada vista da Praia do Pina, o Boteco, na avenida Boa Viagem, com seus chopes cremosos e salgados apetitosos, a boemia e a boa música do Empório Sertanejo e o clima de paquera do UK Pub. Em Porto de Galinhas, vá ao Fiteiro, boteco jovem e descolado, mas com alma vintage e radiola de ficha.
Para passear - O catamarã sai do porto, percorre os trechos dos rios Beberibe e Capiberibe, que cortam o centro, e passa por pontes históricas. É imperdível! Outros lugares que merecem ser vistos são o Museu Brennand e suas mais de duas mil esculturas, o cinema da Fundação Joaquim Nabuco e a sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas.
Para comprar - Além dos três bons shoppings, há um lugar espetacular: o Paço da Alfândega, que está instalado no prédio onde originalmente funcionava a alfândega pernambucana e que hoje conta com lojas de grifes modernas. É muito bacana conhecer também a Casa de Cultura, um centro de artesanato que fica na antiga prisão, e o Mercado de São José, que teve sua estrutura de aço fabricada na Europa.
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