Ilhabela: O paraíso encontrado
Por Sérgio Miguez03.10.06
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Localizada no litoral norte paulista (217km de São Paulo, 440km do Rio), a Estância Balneária de Ilhabela é o paraíso. A Ilha simplesmente é mágica e cheia de histórias e curiosidades, com boa infra-estrutura para receber os mais exigentes viajantes.
O lugar é bonito por natureza, com cerca de 90% de sua área verde preservada. Assim, num passeio de barco em torno da ilha, pode-se ter a impressão de s er o próprio navegador Américo Vespúcio chegando em 1502 para explorar esse território recém-descoberto, a mando de D. Manuel I, Rei de Portugal. Lá a gente vê a exuberância da Mata Atlântica intacta, o poderoso verde da floresta refletindo nas águas límpidas do mar, praias de diversos tipos e sem marcas de presença humana.
Além disso, a inevitável chegada do progresso está se dando de forma razoavelmente bem orientada, com arquitetura charmosa e urbanização planejada. O acesso só é possível por balsa ou barco (há possibilidade de ir de helicóptero, se você estiver bem de grana e quiser fazer uma viagem em grande estilo), o que ajuda a diminuir a invasão predatória da dita civilização.
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Os primeiros habitantes da Ilha foram homens pré-históricos que deixaram marcas de sua passagem por lá há cerca de 2.500 anos. Esses sítios arqueológicos são classificados como “acampamentos conchíferos”. Depois, os índios Tupinambás da região de Ubatuba usavam a Ilha para pesca, como refúgio e para enterrar seus mortos, pois temiam tê-los muito próximo de suas aldeias. Em 20 de janeiro de 1502 chega Américo Vespúcio, que batizou a Ilha com o nome do Santo do dia: Sebastião (somente em 1948 o nome Ilhabela se tornou definitivo).
O famoso pirata inglês Thomas Cavendish preparava seus ataques às Vilas de Santos e São Vicente a partir da baía de Castelhanos (leste da Ilha), que foi durante certo tempo seu quartel-general e onde, dizem, continuam escondidos muitos tesouros. Ainda podem ser encontradas as marcas da pa
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Cemitério de navios
O mar em volta da Ilha apresenta grandes variações: das mais calmas piscinas naturais no lado que dá para o continente, ao mais revolto, com ondas de mais de 5 metros, nas imediações do Farol do Boi, no extremo sul. Nessas encostas bravias estão registrados oficialmente mais de 100 naufrágios, entre eles o do Príncipe das Astúrias, navio espanhol com a melhor tecnologia da época, que afundou ali em 1916, matando 477 pessoas. Esses fatos ainda estão envoltos em muitos mistérios. Corre o boato de que pedras vulcânicas da região são magnéticas desestabilizando as bússolas. Para os mais esotéricos, existe o mito de que a Ilhabela seria um pedaço da enigmática Atlântida, explicação para os incríveis nevoeiros que surgem de um minuto para o outro e para a aparição de OVNIs.
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Mosquitos sob controle
Ilhabela é famosa por sua beleza, mas também por seus mosquitos. Por isso é bom não esquecer de levar repelente. A prefeitura tem cuidado bem disso e eles já não são uma praga como outrora. É legal saber que os borrachudos só nascem em águas limpas e correntes, um sinal de que não há poluição por ali.
Em caso de optar por andar pelas trilhas, só o faça com gente que conheça bem a região. É bom andar calçado e com atenção onde pisa, encosta ou põe a mão (existem muitas cobras), usar roupas leves, chapéu, levar água e algum mata-fome com você.
Night fever
A noite também pode ser bem fervida na Ilhabela. Na Vila estão concentrados os bares, alguns com música ao vivo, onde o povo que curte uma boa balada costuma se jogar. Não existe nada específico pra gente gay mas a turma que freqüenta, em geral, é bem simpatizante. Passeando por ali é fácil ficar sabendo onde vão rolar festas, raves ou luaus. Existem cafés com acesso à internet, deliciosas sorveterias e, na praça central, muita gente bonita, com paquera rolando solta. Ficamos sabendo que uma agência especializada em turismo gay está organizando um Réveillon gls e, para o alto verão, uma festa gay em 3 escunas ancoradas numa praia deserta. É só ficar ligado.
Algumas praias

As praias mais concorridas ficam no lado oeste, que dá para o continente, onde as águas são calmas e cristalinas, com estradinha asfaltada que facilita o acesso. As mais badaladas são as praias do Curral e da Feiticeira. No Perequê rola um footing no calçadão, com ciclovia, bancos de praça em meio ao coqueiral e um centrinho com supermercado, bancos 24h, farmácia, etc... É um bom lugar para se hospedar, já que fica perto do centro, conhecido como Vila, e no meio do caminho para todas as atrações da Ilha.
Ao norte, o asfalto chega até a famosa praia Pedra do Sino, que leva esse nome porque sua encosta rochosa, ao ser tocada com martelo ou outras pedras, emite um incrível som, como se fossem grandes sinos. A praia do Jabaquara é a última com acesso possível de carro (melhor que seja 4x4). O lugar é cinematográfico, ponto de encontro de lanchas e iates, tem um barzinho com ótimas porções de cação frito. A partir dali, é possível seguir a pé em trilhas maravilhosas pela mata, ou de barco.
Passar um fim de semana em Ilhabela é bem gostoso, relaxante e saudável, e merece mais tempo ou muitas visitas. Só assim é possível usufruir todos os prazeres que esse verdadeiro paraíso terrestre oferece, com seus mares, cachoeiras, flora e fauna inigualáveis!
Agradecimentos:
Pousada Bonns Ventos, Portal Ilhabela e Secretaria de Turismo
Te.: (12)38962440
www.ilhabela.sp.gov.br






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