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Pop Lesbian
Mudanças trazidas com o vento
Por Dilvania Santana24.09.09
Digital Vision
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Infelizmente para nossa lista de tristes situações a realidade é – apenas às vezes – diferente do que sonhamos, do que consideramos ideal. O mais difícil nestas mudanças, que acredito lá no fundo serem válidas e importantes de alguma forma, nem que seja para exercitarmos o nosso lado otimista, afinal nesta ciranda chamada vida o que mais fazemos é aprender... então aprendamos a sermos positivos então, tarefa árdua, não?!
É curioso, no mínimo, como uma “simples” nuvem negra que decidiu fazer um pit stop em cima de nossa cabeça, em um click se torna um vendaval de nos deixar em estado de alerta, mas a vida tem um jeito peculiar de transformar situações, e no meio de um vendaval, as mudanças continuam a acontecer, e como tudo que é bom ou ruim tem um final, a tendência é que este vendaval estabeleça uma trégua.
Às vezes, fico pensando se nós gays, temos de fato algo cientificamente comprovado que nos torna mais forte e mais sensível, claro que passamos por alegrias e perrengues que nos tornam mais experiente diante de alguns olhares, aprendemos a driblar julgamentos e situações embaraçosas de um jeito objetivo e sem nos estressarmos tanto. O complicado nesta história toda é quando as mudanças acontecem por conta – ainda – de nossa orientação sexual.
Todos os dias o mundo dá passos largos em direção a avanços tecnológicos nos mais variados quesitos que possa abranger a modernidade: visitas espaciais a novos planetas não habitáveis por seres humanos, um morto que demora meses para ser enterrado por conta da movimentação midiática, transplante de face (acho uma das noticias mais incríveis que já vi), e tudo isso flui até que harmoniosamente, por inusitado que possa parecer. Mas não é que a máquina entra em curto circuito por questões mais simples como entender que existem pessoas que gostam de outras e elas podem ser do mesmo sexo ou não, simples assim. Claro que também já tivemos avanços incríveis, não somos mais vistos como seres de outro planeta, ufa! Mas é bastante difícil entender alguém que é completamente alheio a hábitos básicos de uma sociedade, como simplesmente respeitar o próximo em pleno século 21. E haja justificativas, claro, pois não podia faltar.
Por conta de certas intolerâncias muitas vezes tomamos a decisão de cortar o cordão umbilical que nos liga a família e a partir de então esta relação passa a ser mais distante. A decisão muitas vezes é pautada em nome de um pouco de paz e privacidade, e quem sabe assim conseguimos exercitar o livre arbítrio. E por mais difícil que isso possa parecer e muitas vezes assustador, no final tudo dá certo. Às vezes até melhor do que esperávamos. Como uma espécie de dever cumprido a conquista pela liberdade de expressão, por mais saturada que esteja, ainda é por muitos uma conquista com sabor de novidade, e isso é único. O exercício da paciência e da perseverança são um ótimo aliado nessa busca, que muitas vezes é interna.
Uma vez ouvi de meu irmão que toda família deveria ter um membro gay, assim não haveria motivo para julgamentos. Concordo com ele!
Dilvania Santana é produtora e publicitária. Seu e-mail é bonuventu@gmail.com


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