"É um novo vendaval queer", dizem os blogueiros do Glamaddicted, especializados em cultura pop. Mamma mia, filme de Phyllida Lloyd, é de fato muito, muito gay. A estréia está prevista para o dia 12 de setembro, mas em várias cidades do país já pode ser conferido em sessões especiais.
Mamma Mia, claro, é uma homenagem ao Abba. Trata-se, na verdade, de uma adaptação para o cinema do musical de Catherine Johnson baseado em músicas do grupo sueco que fez sucesso nos anos 1970. Nos palcos, Mamma Mia tem uma trajetória de sucesso na Broadway e no West End.
A história – que não é a do grupo – é a de uma garota que, prestes a se casar, tenta descobrir quem é seu pai. A mãe, uma ex-hippie que viveu na revolução comportamental dos anos 60, mantinha um diário com suas aventures sexuais. E lá estava o registro dos três com quem transou no dia que ficou grávida. Sim, três.
A filha, querendo saber quem era o pai, descobre os nomes e convida-os para o casamento. A confusão toda, passada na Grécia, é uma surpresa gostosa atrás da outra. No filme, a mãe é interpretada por ninguém menos que Merryl Streep, que abandona o visual Anna Wintour/Miranda Priestley de O Diabo Veste Prada para aparecer bronzeada e de cabelos cacheados.
Nas sessões de pré-estréia, o público canta junto as músicas do Abba – o que deve acontecer em outras exibições. Mas não é para menos. Mamma Mia é divertido, leve, gostoso de ver. Tem um casal gay que tira a camisa no fim, mas nem precisava disso para ser, desde já , um ícone queer. De quebra, tem Peirce Brosman e Colin Firfh, maduros e lindos. E o delicioso Dominic Cooper fazendo o noivo.
Diversão à parte, Mamma Mia é também uma boa reflexão sobre a meia-idade e o envelhecimento no nosso tempo, quando não é vergonha nenhuma querer ser jovem depois dos 40.