O Governador do Paraná, Roberto Requião, que há uma semana ganhou destaque no noticiário ao associar a parada gay com o câncer de mama em homens, usou a reunião semanal da Escola de Governo para falar de diversidade.
Chamado ao palco pelo governador, o secretário de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, usou quase todo o tempo para falar sobre a criação de programas especiais para quilombolas , indígenas e comunidade LGBT. Requião ainda aproveitou para demonstrar apoio à 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, que foi realizada no último domingo, 1º de novembro.
"Você notou como tem pouca gente no plenário hoje. Eu geralmente me enfureço com isso, mas o nosso (Carlos) Moreira (assessor de gabinete) acaba de me advertir: 'Requião, não se preocupe com essa ausência hoje, o pessoal não voltou da passeata do Rio de Janeiro e estão voltando de ônibus, não foram de avião. Não é que tenham ficado na praia, nem nada disso, estão participando todos de uma manifestação pela diversidade’", disse o governador.
Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, esteve na Parada LGBT-Rio, e mandou um recado para Requião: "Preconceito faz mal à saúde, preconceito pode matar, o que cura o preconceito e a doença é a solidariedade", disse.
E ao final da reunião desta terça, Requião rebateu: "Eu acho que ele (Minc) deve ter se divertido, mas eu continuo com a posição de que nós precisamos é trabalhar a questão da diversidade nas escolas, nós precisamos trabalhar culturalmente, nós precisamos trabalhar isso dentro de um processo civilizatório brasileiro", retrucou.
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