A declaração homofóbica do governador no Paraná, Roberto Requião, provocou reações de diversas personalidades brasileiras. Uma delas foi a do jornalista Arnaldo Jabor, que durante seu espaço no Jornal da Globo da última terça-feira, 27 de outubro, reprovou a atitude de Requião.
"Por que será que agora os políticos deram para chamar uns aos outros de gays?... O que os move? Por que essa súbita homofobia?", questionou o jornalista. "O governador não precisava dar uma dessa. Só falta dizer que no Paraná não existem gays", completou Jabor se referindo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que recentemente negou a existência da homossexualidade no seu país.
Jabor também citou a declaração do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, que disse que estupraria o ministro Carlos Minc em praça pública.
A apresentadora do Mais Você, Ana Maria Braga, também exibiu na manhã de hoje, 28, o já famoso vídeo de Requião e cobrou compostura do político.
A polêmica envolvendo o governador do Paraná teve início após ele ter dito que a incidência do câncer de mama em homens "deve ser conseqüência das passeatas gays". Ele participava de uma reunião do secretariado e assessores de primeiro escalão, transmitida pela Televisão Educativa do Paraná.
Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) afirma que sempre considerou Requião um grande aliado na luta pelos direitos LGBT e, por esse motivo, solicita uma audiência com ele para esclarecer o fato e discutir novos projetos. "As piadas com relação à nossa comunidade infelizmente reforçam o preconceito, a discriminação e a violência que sofremos", diz Toni Reis em uma carta enviada a Requião.
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