A 4 ª Parada LGBT de Duque de Caxias, cancelada pelo prefeito Luiz Camilo Zito minutos antes da manifestação, foi remarcada para o dia 15 de novembro, dia da Proclamação da República.
Segundo a Folha de S. Paulo, o prefeito afirmou que "os participantes que, nesse tipo de manifestação, desrespeitam as famílias caxienses não são da nossa cidade. Essas pessoas vêm de outros lugares para Caxias, com o objetivo de extravasar sua alegria incontrolável".
O ativista Cláudio Nascimento, que atua como superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, afirmou que tanto o Ministério Público quanto a OAB/RJ foram receptivos às denúncias feitas pelas ONGs LGBT cariocas. E ainda comprometeram-se a analisar os fatos e a fiscalizar todo o processo legal para a realização da parada.
A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Margarida Pressburger, disse que “as justificativas do prefeito Zito não condizem com um gestor público que deve governar para todos e todas, sem distinção de cor, raça, orientação sexual ou gênero”.
Já o Subprocurador Geral de Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público, Leonardo Chaves, diz que irá coibir posturas vindas do poder público que se baseiem na intolerância. "Irei analisar os fatos e não admitirei argumentos baseados na intolerância, seja ela sexual, racial, social, etc. Aceitar o diferente e construir uma cultura de paz é o nosso desafio!”, disse Chaves.
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