A Parada do Orgulho LGBT de Campinas, realizada no último domingo, 28 de junho, contou com cerca de 100 mil participantes, 20 mil a mais do que em 2008, segundo a organização da manifestação, feita com a união de vários ativistas e instituições LGBT da cidade, como Paulo Mariante e as Ongs MO.LE.CA, CR GLTTB e E-Jovem.
Maria Amélia Manarini, a Méli como é conhecida, da Ong MO.LE.CA, contou que a realização da Parada foi um feito, já que a prefeitura de Campinas não cumpriu o que prometera para garantir a segurança da manifestação. “Disseram que disponibilizariam 35 banheiros químicos, mas contabilizamos apenas 12”, disse Manarini.
Ainda segundo a ativista, as ruas em torno da parada não foram fechadas a tempo, por falta de grades que seriam disponibilizadas pela prefeitura. Também não foi cedida uma tenda pedida pelo Samu, responsável por atender as emergências médicas. “A Parada estava por conta dos manifestantes e tivemos sorte de ter dado tudo certo”, afirmou a coordenadora do MO.LE.CA.
A Parada, que teve mais de nove horas de duração, teve como tema “Direitos não têm idade nem sexualidade. Crianças respeitadas hoje, idosos felizes amanhã”. Méli explicou que Campinas tem um trabalho consistente com os jovens LGBT, por isso a escolha do tema. “A beiradas (os mais jovens e os mais velhos) são sempre esquecidas. Queremos mudar isso”. A Parada terminou, por volta das 22h, com apresentações de drags, gogos e MPB.