Orientação sexual só perde para racismo entre os motivos de discriminação na União Européia, segundo pesquisa
Por Redação02.07.08
A orientação sexual é vista como o segundo principal motivo de discriminação nos países da União Européia, segundo pesquisa realizada pelo órgão oficial Eurobarometer e divulgada nesta quarta-feira, dia 2 de julho. Para as 27 mil pessoas consultadas, o racismo é a forma mais evidente de segregação na região.
Para 51% de todos os entrevistados, a discriminação contra gays, bissexuais e lésbicas é difundida em seu país de origem. São 13% que a consideram muito disseminada, enquanto 38% acreditam que ela acontece de maneira branda. Em oposição, 41% pensam que a discriminação em virtude da orientação sexual ocorre raramente, 3% acham que ela não existe e 6% não souberam responder.
Veja o relatório completo em inglês da pesquisa aqui
Dos 27 países do bloco, aqueles onde a população acredita que a discriminação contra gays, lésbicas e bissexuais é mais difundida são Chipre e Grécia - ambos com 73% - e Itália, com 72%. Acima da média da União Européia também estão Portugal (65%) e França (59%).
O Reino Unido ocupa uma posição próxima à média, com 50% dos pesquisados acreditando que a discriminação por orientação sexual está disseminada. Nas últimas posições estão Bulgária e República Tcheca, justamente os países que tiveram episódios de violência durante suas Paradas do Orgulho LGBT no último fim de semana.
A faixa etária dos entrevistados influencia na percepção: 59% dos mais jovens acreditam que a discriminação em virtude da orientação sexual está disseminada contra 45% dos mais velhos. Por outro lado, a diferença desta percepção em função do sexo dos entrevistados é pouco significativa, uma vez que a segregação existe para 52% das mulheres ante 49% dos homens.
A maioria dos entrevistados acredita que a discriminação em virtude da orientação sexual diminuiu nos últimos cinco anos, exceto na Hungria onde 48% dos entrevistados pensam que aumentou contra 43% que vêem sua diminuição.
Apenas 1% dos entrevistados de toda UE dizem ter sido vítimas de preconceito em função da orientação sexual, mas esse número cresce para 5% na Itália.
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