SP: 59% dos adolescentes gays não têm hábito de ir ao médico, diz pesquisa
Por Redação27.06.08
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo divulgou na última sexta-feira, dia 27 de junho, uma pesquisa que revela que 59% dos adolescentes gays não mantêm o hábito de ir ao médico para procurar assistência médica.
Para a pesquisa foram entrevistados 576 adolescentes menores de 20 anos no dia 25 de maio, durante a Parada do Orgulho GLBT de São Paulo. Deste número, 527 se declararam gays, lésbicas, bissexuais, travestis ou transexuais. Segundo a pesquisa, o principal empecilho para os jovens procurarem as unidades de saúde é o medo do preconceito e da discriminação.
Os 41% que procuram assistência disseram que isto costuma acontecer quando há uma emergência ou a situação foge do controle. "Os adolescentes gays se sentem retraídos e resistem a buscar acompanhamento médico e psicológico em unidades de saúde. A rede de saúde precisa acolher esses adolescentes, e não inibi-los, pois a vulnerabilidade pode fazer com que o jovem adote comportamentos de risco", afirmou a coordenadora de Saúde do Adolescente da Secretaria, Albertina Duarte Takiuti, em nota divulgada à imprensa.
A pesquisa foi realizada para obter dados para um novo programa de atendimento à adolescentes GLBTT em todo o Estado. A idéia é estruturar a rede pública de saúde para lidar com os jovens, sem qualquer preconceito. Na Casa do Adolescente de Pinheiros, por exemplo, os médicos já são orientados a ter uma abordagem diferente.
"O adolescente gay normalmente já sofre discriminação no colégio e na família. No serviço de saúde isso não pode acontecer", afirma Albertina.


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