Maioria dos evangélicos é favorável à criminalização da homofobia
Por Redação26.06.08
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Evangélicos tentam invadir o Congresso para manifestar-se |
A pesquisa revelou que 55% dos evangélicos concordam que o preconceito contra homossexuais seja crime, mas são o grupo religioso que apresenta maior resistência ao projeto - 39% são contrários a sua aprovação. Entre os católicos, 73% afirmaram ser favoráveis à criminalização da homofobia.
Do total de entrevistados, 69% afirmaram que conhecem o projeto que tramita no Congresso, enquanto 70% acreditam que se deve estabelecer penas para o preconceito contra homossexuais.
Manifesto
Cerca de 500 evangélicos tentaram invadir o Congresso Nacional na tarde desta quarta-feira, dia 25 de maio, com o objetivo de entregar um manifesto contra o projeto de lei 122/06 que criminaliza a homofobia. Se aprovada, a proposta fará com que o preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero passe a ser crime no Brasil.
Aprovado pela Câmara dos Deputados em 2007, o projeto é de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) e está em discussão na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado, sem previsão de entrar na pauta de votações do plenário.
Liderados por um grupo de 80 líderes religiosos, os evangélicos fizeram um protesto em frente ao Senado, mas foram impedidos de entrar no Congresso. O senador Magno Malta (PR-ES), que é contra a aprovação da proposta, recebeu alguns dos líderes, que lhe entregaram o manifesto.
Segundo notícia da Agência Brasil, o senador acredita que o projeto propiciaria a impunidade de crimes como pedofilia e necrofilia. "O pedófilo vai dizer que a opção sexual dele é menino de 9 anos", declarou. Malta pensa que o Brasil viraria “um império homossexual”.
A senadora Fátima Cleide (PT-RO) , relatora do projeto no Senado, criticou a mobilização dos evangélicos. Em entrevista para o site Folha Online, ela lembrou que a diversidade existe em qualquer religião. "Infelizmente alguns religiosos utilizam discurso político para tentar ludibriar as pessoas crentes e tementes a Deus", afirmou.
“No estado democrático ninguém está imune à crítica”, disse o vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), pastor Silas Malafaia. Ele considera o projeto de criminalização da homofobia "uma afronta à democracia" porque inibe a liberdade de expressão.
"Senhor, sabemos que há uma maquinação para que esse país seja transformado numa Sodoma e Gomorra. Um projeto desses vai abrir as portas do inferno", disse o pastor Jabes de Alencar, da Assembléia de Deus. em frente à entrada principal do Legislativo enquanto promovia orações dos manifestantes.
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