Caso Richarlyson: Ministro dos Direitos Humanos e ABGLT criticam juiz homofóbico
Por Redação06.08.07
Foto: São Paulo F.C.
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A sentença homofóbica proferida pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho no caso do jogador são-paulino Richarlyson foi criticada pelo ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi.
Em nota oficial Vannuchi considera que a sentença possui "evidente conteúdo homofóbico", principalmente nos trechos em que o juiz Junqueira Filho diz que futebol é para homens viris e não para homossexuais. O ministro ainda diz ter "confiança em que o Judiciário procederá revisão da decisão demonstrando compromisso com princípios constitucionais que configuram o Estado democrático de direito".
A polêmica em torno da sentença do juiz começou na última sexta-feira, dia 3 de agosto, quando Junqueira Filho resolveu arquivar a queixa-crime movida pelo jogador são-paulino Richarlyson contra o diretor-administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Junior, que teria sugerido uma suposta homossexualidade de Richarlyson. O juiz então afirmou que se o atleta fosse homossexual ele deveria largar o esporte, pois o futebol é para homens viris e não para homossexuais. Disse também que se um homossexual quiser jogar futebol ele deve formar sua própria equipe e uma federação específica.
Além do ministro Paulo Vannuchi, a atitude do juiz foi criticada também pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello. "Ele deixou escancarado que não concebe a relação entre homossexuais. É algo que merece a excomunhão maior. Cada um tem o direito de adotar a postura que quiser", afirmou Marco Aurélio.
As manifestações partiram também por parte da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). "O Poder Judiciário reveja essa decisão, demonstrando respeito com os princípios princípios constitucionais que configuram o Estado democrático de direito e especialmente com os cidadãos e cidadãs homossexuais", reiterou Léo Mendes, secretário de comunicação da ABGLT.
Entenda o caso:
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