Rio: Fotógrafo acusa Centro Administrativo da Alerj de discriminação por cancelar exposição de temática gls
Por Redação21.05.07
Foto: Acervo Pessoal
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O fotógrafo carioca e colaborador do G Online, Pedro Stephan, denunciou o Centro Administrativo da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de discriminação por cancelar uma exposição de conteúdo gls de sua autoria.
Segundo Stephan declarou ao G Online nesta segunda-feira, dia 21 de maio, sua exposição intitulada Entre amigos & amores, espaços de socialização gay-lesbico-simpatizantes no Rio foi uma das selecionadas, no final de novembro passado, para participar do FotoRio - Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro.
Com a aprovação, Stephan recebeu um documento que deveria ser usado para se conseguir um local para expor seu trabalho. Após alguma pesquisa, o fotógrafo, que há anos se dedica a retratar a cultura homossexual brasileira, encaminhou um projeto para a direção da Alerj, que tem como Diretor do Departamento de Patrimônio, Marcos Pinto.
Marcos Pinto respondeu cerca de duas semanas depois do encontro dizendo que a exposição estava aprovada e no ofício enviado a Stephan informou que sua exposição aconteceria na Sobreloja do Centro Administrativo da Alerj, de 1º a 31 de junho, das 10h às 18h.
A partir desse momento Pedro Stephan passou a correr atrás de produção para a exposição, assim como divulgação e preparação da arte gráfica, que necessitava da aprovação pela direção administrativa da Alerj.
No entanto, desde o dia 2 de maio passado Stephan não conseguiu mais entrar em contato com Marcos Pinto para saber informações fundamentais para a realização da exposição, como por exemplo, data da montagem da mesma, horários nos finais de semana, o horário da vernissage. No entanto, ele não obteve resposta e afirma que em uma conversa informal Marcos Pinto teria dito que a exposição estava cancelada e que, devido a data, Stephan já não teria tempo para buscar um outro local para expor.
”Ele vai dizer para a imprensa que a Sobreloja não estava pronta, mas é mentira. O salão é maravilhoso, tinha acbado de ser reformado. É perfeito para tudo. Por isso que o que aconteceu só pode ser preconceito”, afirmou Stephan.
"Me sinto censurado, discriminado, sabotado, excluído e maltratado dentro da própria Assembléia Legislativa, local onde os direitos das minorias deveriam ser defendidos. (...) Sou apenas um artista engajado, tenho meu trabalho reconhecido pela critica, tanto que fui aceito num festival internacional. Mas sou parte de uma minoria incrivelmente discriminada e não tenho como lutar com um gigante político e administrativo que é a Assembléia Legislativa do Rio”, concluiu o fotógrafo.
(O G Online tentou falar durante toda a segunda-feira com Marcos Pinto, Diretor do Departamento de Patrimônio da Alerj. Mas não obteve sucesso)


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