
6ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo pede fim da invisibilidade no movimento GLBT
24/05/2008
Cerca de mil pessoas, em sua vasta maioria mulheres, muitas portando faixas e bandeiras, participaram da 6ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, na tarde do sábado, dia 24 de maio, na Avenida Paulista.
Animadas por um trio elétrico, cujas pick-ups foram comandadas pela DJ Nina Lopes, as manifestantes seguiram pela Avenida Paulista até o vão livre do Masp, onde aconteceram shows das bandas Fuzarca Feminista, Casa da Mãe Joana, Tânia Cristina e help! i’m a bonsai kitten.
Irina Bacci, coordenadora do Coletivo de Feministas Lésbicas, ressaltou que a visibilidade é o maior mérito da Caminhada. “Dentro da Parada temos pouco espaço. Na Caminhada, tudo é pensado do nosso jeito, feito no formato ideal para as mulheres”, contou, orgulhosa.
Para Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT), a pouca presença de homossexuais masculinos se deve à falta de consciência de que se trata de um único movimento, e da mesma comunidade. “Tanto a Parada quanto a Caminhada são bases políticas genuínas, acima de qualquer coisa. A formação patriarcal e machista de alguns gays impede uma maior integração e muitos não vêem que isso é um caminho para a homofobia”, declarou Toni, que esteve na Caminhada ao lado de seu companheiro David Harrad.
Clique nas fotos abaixo para ver galeria de imagens da 6ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo:


Fátima e Júlia
Isabela Duarte e Michele Moreno
Faixas e banners pedem igualdade para as mulheres
Yone Lindgren, Marta, Juliana e Priscila
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