
Sem medo de ser feliz 1,2 milhão de pessoas celebram a 12ª Parada do Rio de Janeiro
Texto e fotos: Pedro Stephan
A praia de Copacabana, cenário de tantas canções de amor, se coloriu nesse último domingo, dia 14 de outubro, com as bandeiras do arco-íris, recebendo cerca de 1,2 milhões de pessoas, entre gays, lésbicas, transgêneros, bissexuais e milhares de simpatizantes, de todas as idades e classes sociais.
A Parada do Rio foi incrivelmente pacífica, alegre e sem excessos. Além disso, a beleza e a ginga dos vitaminados e das lindinhas fazem da Parada carioca um colírio para os olhos.
Todos os trios elétricos traziam banners imensos e cartazes pedindo a aprovação da lei que criminaliza a homofobia em âmbito nacional e, na avenida, inúmeros manifestantes vestiam camisetas reforçando o pedido. Antes da abertura da Parada houve a apresentação da bateria de samba composta só de mulheres (de todas as idades) e comandada pelo Mestre Rico. As garotas fofíssimas arrasaram na batucada e emocionaram o público.
O evento começou por volta das 15 h com os discursos dos ativistas gays de ONGs do Rio (em especial do grupo Arco-Íris, que organiza a Parada) e de todo o Brasil. Em sua maioria, criticaram o fundamentalismo religioso como maior inimigo da causa gay. Denunciaram os políticos que foram eleitos com voto das seitas carismáticas e que tentam de todas as maneiras barrar, nas Câmaras Municipais, Estaduais, no Congresso e no Senado, todas as leis que possam alicerçar a cidadania GLBT.
Apesar da ausência de artistas famosos, esta edição do evento contou com um time poderoso de políticos que participam da Frente Nacional pela Cidadania Homossexual. Além disso, pela primeira vez a Parada do Rio contou com a presença de seu governador, Sergio Cabral, que esbanjou simpatia e subiu no carro principal acompanhado de sua bela esposa Adriana Ancelmo.
Apesar do entusiasmo e da força jovem, a Parada carioca de 2007 teve uma ponta de melancolia causada pelas muitas perdas de militantes e artistas queridos, que se foram nesses últimos dois anos, como Hanna Suzart, Alexandre Meyer, Laura de Vison e Paulo Longo.
A marcha do orgulho terminou por volta das 21h com os trios elétricos estacionando na Av. Atlântica completamente lotada, repleta de alegria e satisfação.


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