
Mesmo com chuva, 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio reúne milhares em Copacabana
Texto e Fotos: Pedro Stephan
Nem a chuva, por vezes torrencial e quase incessante na tarde do domingo, 1º de novembro, conseguiu deter a empolgação e alegria na 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio, que reuniu cerca de 1 milhão de pessoas, segundo os organizadores do Grupo Arco-Íris, e apenas 200 mil segundo a Polícia Militar. O que se previa ser um desastre, acabou sendo uma tremenda prova de força política, pois para surpresa de todos, mesmo com névoa, vento e garoa, o público não parava de chegar e lotou quase toda a extensão da praia de Copacabana.
A Parada começou com discursos do prefeito Eduardo Paes, que prometeu a criação de uma coordenadoria ligada ao seu gabinete, e um investimento tanto na Parada Gay, quanto em outros eventos ligados à comunidade homossexual. Acompanhando o prefeito estava a secretária de cultura Jandira Feghali, e também discursaram o governador Sérgio Cabral, e o ministro do meio ambiente Carlos Minc. A madrinha da Parada foi a bela e simpática Letícia Spiller.
A Parada do Rio, que este ano teve como o lema "Eu tenho o direito de viver e amar livremente, diga não à homofobia", se destaca por ter conquistado com a ajuda federal, estadual e municipal autonomia econômica, colocando na avenida 13 trios elétricos temáticos que levavam os segmentos que compõem a militância homossexual: havia o carro das transgêneros, das lésbicas, da juventude LGBT, da tolerância religiosa, etc.
E a grande novidade deste ano foi a participação de um carro representando a organização da Parada de São Paulo e da Semana da Diversidade SP. Era emocionante de se ver o empenho dos voluntários, que são as formiguinhas trabalhadeiras sem as quais é impossível realizar um grande evento como esse.
Um ponto positivo nesta edição da Parada foi a diminuição dos roubos e dos excessos que infelizmente sempre acontecem. Foi uma manifestação pacífica e sem maiores incidentes. A imensa bandeira do arco-íris, quase um ícone da Parada carioca, acabou se tornando um grande guarda-chuva protetor onde centenas de pessoas se abrigavam dançando e cantando alegremente. Entretanto o ponto baixo da Parada foi a falta de música brasileira nas pick-ups, ainda mais sendo a maioria dos carros da organização da Parada carioca. Fica aqui a dica, e que ano que vem possamos ouvir pop, samba, rock, e techno no arco-íris musical na Parada.


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